segunda-feira, 3 de julho de 2017

A dor de um pais ( Como seguir )

Excluir um presidente do cenario.  Resposta vaga.  Quem dita as leis que operam a dominacão do poder ?
Por um fio suspenso, o país paira.  Nutre-se da vontade ambigua de eleger, como se num vácuo escuro, abismo que se abra, solução a galope.  A ocupação de um cargo simboliza a retomada de funções coniventes, sem que esse pragmatismo seja orientado numa direção que, realmente, convença.
O que está em jogo é mais do que uma simples fórmula.  É a possibilidade de se cortar o status quo pela raiz, e fazer do processo político a verdadeira representação do anseio de uma pátria.
E a pergunta se faz.  Quem é o povo que elege seus condutores.  O trabalhador explorado, já minguado em seus direitos desde sempre.  A classe média conservadora, ávida por personificar seus direitos.  Nos dera a elite usurpadora, expressiva em sua minoria, algoz e leviana.
Realidades múltiplas de um pais de proporções continentais, que nao avalia a dimensão de suas grandezas.  Nao conhece as vertentes de suas culturas, e se auto discrimina a cada ação praticada.
Roubemos o pão da boca dos menos favorecidos, pois morrer e tarefa fácil.  Estimulemos dogmas religiosos que segreguem os homens, colocando-os no cárcere de sua própria mediocridade.  Deixemo-los ir aqueles que tiverem chagas, pois o inescrupuloso é o que segura o foice que estanca todas as gargantas.
Assim se faz um país sórdido.  Onde a esperança de muitos é carta marcada para aqueles que visam o lucro.  Como gado esmagado, pele queimada, uivos de dor.  Caminha meu pais com a sensação compartilhada de que a morte nao seja mais artigo de consumo.  Está a solta e espreita, ceifando inocentes, minorias, cores, e vários outros matizes.  Só por estar.  Porque morrer vale a não dignidade do que não é, minimamente, cuidado.
Meu país abre os olhos, mas o grito ainda é abafado.  Seu coro merece vozes e determinação.
Para.  De vez enfrente a luta, porque a não produtividade é o martelo que espancará o rosto dos donos do poder.
Medo, pelo que ?  Honra usurpada, fome nas bocas, prostituição a cada consentimento dado para que o caos permaneça.
Houvera sentido em falecer porque uma bala atingiu o inocente, carecesse perdão aqueles que nao respeitam a carne, valesse a perjuria de promessas esfaceladas pelo caminho, seríamos todos um so.
Mas se lhes falta o leite, uma criança se vai, ou um trabalhador não é respeitado, no seu mínimo direito de tentar ganhar a vida, as perguntas ficam sem resposta.
Por onde se exale, a dor existe, crédula, móvel e carente.  A desafiar o mundo dos homens com sua força e intensidade.
O caminho haverá, e será de luta.  Por uma dignidade perdida, e conscientização arrancada pelas vertentes do sofrimento.
Quando cada um se outorgue o direito de fazer valer sua voz, em proveito de uma vida digna.  Sons que nao se calem, nem ao sopro de uma vela.
Ideais que, absolutamente, seguirão para ficar.  E honrar seu direito para com a propria vida.

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